Os automatismos na era da IA e a autonomia dos povos
DOI:
https://doi.org/10.58313/masquedos.2026.v11.n15.455Palavras-chave:
Extensão crítica, automatismos, autonomia, associatividade, verdadeResumo
O objetivo deste trabalho é destacar os desafios que o uso de tecnologias, como a inteligência artificial e o Big Data, provoca no desenvolvimento de alguns dos objetivos que a extensão universitária crítica se propõe alcançar por meio de sua práxis. Ainda que a finalidade última esteja relacionada a estabelecer, em particular, a forma como a utilização dessas tecnologias pode incidir nos processos de autonomia dos povos — objeto privilegiado de promoção das práticas extensionistas críticas —, também se pretende localizar a interferência que se produz nos processos de associatividade (estreitamente vinculada à possibilidade de autonomia); bem como o impacto produzido pelo surgimento de um novo lugar de enunciação da verdade, que coloniza não apenas os saberes populares, mas também os científicos e acadêmicos, resolvendo, por meio de sua aniquilação, a tensão que se produzia entre ambos — tensão essa diante da qual a práxis extensionista sempre se apresentou com cautela —, ao passo que se deteriora o valor social e de enunciação das Universidades Públicas.
Para alcançar esse objetivo, parte-se da caracterização da extensão crítica, para, em seguida, a partir de uma leitura interdisciplinar, adentrar na descrição desta era denominada “siliconização do mundo” (Sadín, 2022) e de colonização digital dos povos, para, finalmente, delimitar os desafios que se colocam para a extensão crítica.
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